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Eleições em modo férias


Estamos a 2 meses das eleições e no auge das férias do Verão…
Os candidatos já foram apresentados, as listas tornadas públicas, as prioridades enunciadas e as sondagens, todas elas, apontam para a vitória clara do PS. 
Apesar de ser possível a maioria absoluta, esta dificilmente acontecerá e, creio mesmo que, de futuro, será difícil que aconteça no nosso sistema político. 
No que toca a sondagens, é curioso verificar que os eleitores à esquerda e à direita preferem uma coligação do PS, à repetição do acordo parlamentar que deu origem à Geringonça. Sendo que o parceiro preferido para coligação é o BE, a 3.ª força em todas as sondagens.
Um outro dado interessante é que mais de metade dos inquiridos (51%) aprova o desempenho do Governo, contra 38% que desaprovam. Interessante porque mesmo preferindo o partido do poder ou o seu candidato, por regra, o desempenho do governo é penalizado em sondagens.
Já a oposição continua a merecer fortes críticas, com 56% dos eleitores dando nota negativa e apenas 8% a apoiar. 
De esquerda ou de direita, arranjando mais ou menos justificações, dando maior ou menor responsabilidade ao trabalho do atual governo, uma coisa é certa: Portugal está hoje melhor do que há quatro anos. No cômputo geral os Portugueses vivem melhor, e sobretudo recuperam a confiança e a esperança no seu futuro e no futuro do seu País. 
Se não bastassem os resultados positivos alcançados no País, o PSD, devido a manifesta incapacidade e a sucessivos tiros no pé, dados em conjunto com o seu parceiro ideológico (CDS), ajudaram Costa e o PS a assumir sozinhos, o papel da moderação na política portuguesa e de sensatez nas contas públicas, ocupando assim o espaço destinado ao grosso do eleitorado do centro político. 
Embalado nesta onda, o PS, nas últimas semanas, virou-se para a estratégia de deixar bem evidente as diferenças com os parceiros da Geringonça, passando a mensagem de que, para afastar algum excessos de PCP e BE (que não agradam ao grosso do eleitorado do centro, particularmente o centro-direita), é necessário dar uma maioria ao PS. Isto porque com a vitória assegurada, cada voto na direita serve apenas para dar força à formação de nova Geringonça, apelando assim ao voto útil.
A oposição de direita, esvaziada que está nos argumentos, espera que os incêndios ou as greves/paralisações, possam fazer alguma mossa no Governo até Outubro, tentando aparecer à tona de água com um grito desesperado de redução de impostos (na medida do possível!).
Pelos Açores, não se espera grande diferença nos resultados. Se a tendência nacional e o mal-estar deixado por Rui Rio nas Europeias já tinham feito mossa no PSD-Açores, o facto do líder açoriano ter sido constituído arguido no processo “Nortada” foi a machadada final, deitando também por terra, muito provavelmente, as regionais do próximo ano. 
Como qualquer outro arguido, tem o direito à presunção de inocência, mas estar indiciado pela prática de “três crimes de peculato e três crimes de falsificação de documentos ”, não abona a favor de nenhum líder partidário.
Fica-se com a sensação que permanece na liderança por falta de comparência de candidatos a líder no atual momento. Da mesma forma que a nível nacional, se percebe que o resultado (da vitória do PS) nas legislativas, irá depender apenas do desfecho da ação do Governo até às eleições e não do que a oposição possa ou não fazer até lá.
Resta-nos esperar por outubro para perceber se o PS irá ou não necessitar de apoio de outra(s) força(s) politica(s) para governar. E se sim, qual será a sua configuração.
Até lá o País segue em modo férias.
Boa Semana do Mar.

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