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Mensagens

Europeias – O nosso futuro coletivo

As eleições europeias realizam-se este fim-de-semana. Estas eleições têm, por regra, um elevado valor de abstenção, a nível europeu (57%), nacional (66%) e sobretudo regional (80%, tendo no Faial 73%). Mas este ano tínhamos reunido todos os ingredientes para que fossem umas eleições diferentes. Senão vejamos:
1 - A nível europeu temos o cavalgar frenético dos nacionalismos e populismos da extrema-direita xenófoba, que juntamente com o advento do Brexit, já seria suficiente para uma chamada de atenção para aos eleitores que defendem os pilares que estiveram na construção do projeto Europeu. Felizmente em Portugal não temos (ainda) nenhum partido relevante neste espectro político, mas temos alguns que se tendem a aproximar, tentando canalizar para si o crescimento do eleitorado nessa franja radical. 
Nestas eleições é preciso ter consciência que as famílias políticas europeístas do PPE (partido popular europeu, onde se encontra PSD e CDS) e S&D (aliança de socialistas e democratas, o…
Mensagens recentes

Política a quanto obrigas!

Escrevo na sequência da aprovação, em sede de Comissão, da recuperação integral do tempo de serviço dos professores. 
Independentemente da justiça ou não do que é aprovado, importa esclarecer que nenhuma Lei que implique aumento de despesa orçamental, pode ser aprovada sem o respetivo equivalente aumento de receita. Ora, nenhum partido teve a coragem de referir que imposto iria aumentar ou onde queria cortar nos serviços do Estado. Da mesma maneira que nenhum partido tinha no seu programa eleitoral esta medida, mas todos já demonstraram a intenção de a concretizar. A diferença está em que alguns reconhecem as suas implicações orçamentais e divergem no como, quando e quanto. 
Para fugir à inconstitucionalidade, a estratégia eleitoralista de toda a oposição, foi "chutar" a devolução do tempo congelado para futuros orçamentos. Na senda do quem venha atrás faça as contas, aumente a receita e feche a porta. Se a decisão na votação foi algo esperado nos partidos da extrema-esque…

O copo meio cheio

É sabido que notícias positivas não são apelativas para o leitor, mais ainda se estivermos a falar de dados económicos.
Todos sabemos que muito ainda há a fazer no nosso país, mas seria interessante que houvesse um equilíbrio e pedagogia na divulgação de informação e que, o caso particular fosse apresentado como isso mesmo, e não como uma generalização abusiva de negativismo. 
No esforço inglório de tentar balançar a visão simplista dominante, daqueles que, por diversas razões, consideram mais prático ver o copo meio vazio em vez de salientar a subida para o meio cheio, destaco alguns dos títulos económicos do nosso país nas 2 últimas semanas. Cinco resumos de notícias de jornais da especialidade e que aparentemente passaram despercebidos para a maioria, ofuscadas que estão nos mediatismos do extraordinário, na onda cavalgante do populismo e na espuma da demagogia.
1 – O reembolso do IRS que chega às contas dos portugueses é, em média, 30% superior ao do ano passado. Quem o diz é a co…

Turismo no Faial na época baixa

Os indicadores mais recentes associados ao turismo, dão nota de um crescimento acentuado na ilha do Faial na denominada época baixa. 
1- Comecemos pelos passageiros aéreos desembarcados. Em março de 2019, desembarcaram nos aeroportos dos Açores, 109.510 passageiros, o que representa um aumento de 1% face ao mesmo mês de 2018.  No que toca à ilha do Faial, os dados são esclarecedores. No passado mês de fevereiro o Faial foi a ilha que teve o maior crescimento homólogo do mês e do último trimestre, com +13,6% e +10,2%, respetivamente. No último mês do Inverno os dados permaneceram positivos.  Senão vejamos:  - Foi a ilha que apresentou o terceiro maior crescimento homólogo no mês de março, com mais 6% de passageiros desembarcados, crescimento esse apenas ultrapassado pelo Corvo e Flores.  - Foi a 2ª ilha com a maior variação homóloga nos últimos 3 meses, com mais 9,7% de passageiros, apenas atrás da ilha do Corvo.  - No acumulado dos últimos 6 meses (Inverno IATA), foi a 2ª ilha que ve…

Um dia negro para os Açores

O infeliz episódio de não existência de um candidato dos Açores na lista do PSD às eleições europeias foi uma desconsideração a todos os Açorianos, por mais diferentes que sejam as suas opiniões ideológicas. Um episódio negro que irá ficar perpetuado na vida política Açoriana e que desejamos que não seja repetido por nenhum partido com a dimensão e importância do PSD a nível nacional e em particular na autonomia regional. 
Mais do que uma vergonha para o PSD-Açores de Alexandre Gaudêncio e para Mota Amaral é uma ofensa à Região Autónoma dos Açores, perpetuado pelo PSD de Rui Rio.

Pela primeira vez em 30 anos os Açores não vão ter um candidato pelo PSD ao Parlamento Europeu, restando apenas um único deputado em lugar elegível, do partido que suporta o Governo. 
Fica assim claro a visão centralista e anti-Açores do atual PSD.
Fica assim claro o peso político do PSD-Açores de Alexandre Gaudêncio, que cada vez mais tende para zero e que é visto como persona non grata pela direção nacional…

1- Dia da Mulher, 2- Desfile de Carnaval e 3- Festival da Canção

1 - Apesar de todos os avanços na sociedade ocidental, enquanto existir um número extremamente reduzido de mulheres em cargos de chefia, enquanto as mulheres ganharem em média, pelas mesmas funções, menos do que os homens, como demonstram todas as estatísticas oficiais, este dia faz todo o sentido em ser celebrado, como um dia de luta pelos seus direitos.  O dia internacional da Mulher não serve para oferecer flores e fazer descontos em produtos. É um dia político. Nasceu de lutas de operárias pela igualdade, sobretudo salarial. É um dia pela igualdade de género, para relembrar as reivindicações pelos direitos sociais, económicos e políticos das mulheres na sociedade.  2 – Existem 3 eventos que enchem de vida e vitalidade as artérias principais da nossa cidade. Refiro-me à Semana do Mar, ao Dia das Montras, enquadrado nas festividades do Natal, e ao desfile de Carnaval da Pequenada.  Foi por isso com estupefação que li na imprensa local que a Escola Básica e Integrada da Horta não ia pa…

O País visto por fora - zapping informativo

1 – Se é verdade que muito ainda falta fazer para melhorar a realidade de Portugal, também é verdade que estamos consideravelmente melhor que no passado recente. Se os dados económicos assim o demonstram, divulgados por instâncias internacionais e imprensa especializada, nem sempre essa realidade é replicada na população com a velocidade desejada. É por isso com agrado que verifiquei que no estudo “Changing Consumer Prosperity” da prestigiada Nielson, uma empresa global de medição e análise de dados, os Portugueses aparecem como mais otimistas que os restantes países Europeus. E este dado é significativo se considerarmos que em 2013 apresentava os portugueses como “um dos povos mais pessimistas do mundo”, concluindo que o seu comportamento face ao consumo, bem como os índices de confiança estavam em mínimos históricos. 
Compreende-se este resultado, tendo em conta o cenário depressivo e de empobrecimento de 2013 e as melhorias na situação económica do País nos últimos anos, traduzidas…

A força do Triângulo

As Ilhas do Triângulo são fortes se unidas e têm tudo para ser um destino de excelência dos Açores. Não só pelas paisagens únicas, natureza deslumbrante e produtos típicos que não necessitam de apresentações, mas porque, só no Triângulo se tem a real sensação do que é viver no arquipélago e da relação umbilical (social e económica) entre ilhas. Acresce o facto de apenas com 1 bilhete de avião o turista poder visitar, de uma maneira rápida e barata, 3 ilhas, fazendo assim jus ao slogan “1 viagem, 3 destinos”.
Tendo o Triângulo esta atração e exclusividade, torna-se difícil compreender as dificuldades nas ligações ao Continente e a inexistência de voos internacionais em época alta. E se olharmos para os dados estatísticos e fizermos uma comparação com o destino da Ilha Terceira, deixa-nos ainda mais estupefactos.
Comecemos com o indicador de levantamentos de multibanco efetuados por estrangeiros. De junho a agosto de 2018 foram efetuados levantamentos no valor de 1,9 milhões € no Faial…

Para além do óbvio

Na maioria das vezes não somos sensatos o suficiente para vislumbrar o que está para além do óbvio. O tempo mediático da informação, onde os media sociais e a sua interação dominam a atualidade informativa, pouco tempo deixa para a reflexão, o que porventura adensa a necessidade para conclusões imediatistas. 
Cingimo-nos a dois acontecimentos mediáticos recentes, de onde proliferaram títulos, partilhas e comentários incisivos. 
1O Presidente da República decidiu fazer um telefonema na estreia de um programa de televisão da mais famosa (e bem paga) apresentadora da TV portuguesa, com o objetivo aparente de desejar-lhe boa sorte. Um tema apetecível para os media sedentos de visualizações que obviamente “viralizou”. 
O ato é sem dúvida de um populismo sem precedentes, mas arrisco a dizer que porventura até é necessário (para o País e obviamente para o próprio) ou não fosse Marcelo Rebelo Sousa uma mente que respira estratégia em cada passo que dá. 
Ao canalizar o populismo em Portugal p…

A Trilogia Orçamental

Nos últimos dias do mês de novembro foram aprovados três orçamentos, em três diferentes assembleias, com impacto na vida de todos os Faialenses para o ano de 2019. Refiro-me à aprovação na Assembleia da República do Orçamento de Estado, à aprovação na Assembleia Legislativa Regional do Orçamento da Região e na Assembleia Municipal da Horta do Orçamento Municipal. 
Nos três orçamentos, onde vem discriminada a receita e a despesa a efetuar em 2019, a nível nacional, regional e municipal, existem vários denominadores comuns. Desde logo o facto de todos eles terem sido elaborados pelo PS, que governa nas três frentes e de, em todos eles, verificar-se o apoio e contributo de múltiplas forças políticas, inclusive nos casos em que tem maioria absoluta. Se olharmos para os resultados das diferentes votações, estou certo que o leitor também encontra outros pontos em comum. 
Tendo em conta a melhoria dos indicadores económicos, não foi com surpresa que o Orçamento de Estado foi aprovado com vo…

O problema das boas notícias

Nas últimas semanas fomos brindados com boas notícias para a ilha do Faial. No entanto, segundo alguns artigos de opinião, parece que as mesmas não passam de “uma afronta” ou de “ações de propagada inútil”.
Refiro-me a 2 situações concretas:
1- O destaque do Faial no Orçamento de Estado 2019, com a inclusão de duas importantes revindicações dos Faialenses. Refiro-me à “instalação e operacionalização do Observatório do Atlântico na ilha do Faial” e à promoção “dos procedimentos necessários para a viabilização da antecipação da ampliação da pista do Aeroporto da Horta”.
2- A realização da visita estatutária com todo o Governo Regional à ilha do Faial onde foi feito um ponto de situação, ouvidas as forças vivas e cidadãos, e onde, como é normal, foram apresentados os investimentos concluídos, o ponto de situação dos que estão em andamento e a informação dos novos projetos a desenvolver.
Na minha modesta opinião, sob qualquer prisma, estas são boas notícias, o que não quer dizer, obvia…

Sinais dos tempos

O Brasil elegeu democraticamente o seu novo líder, Jair Bolsonaro. 
O resultado das eleições foi o que todos já esperavam, mas não deixa de ser extraordinário pensar que há 1 ano atrás ninguém sonharia que tal viesse a acontecer. Aliás, há 1 ano Bolsonaro nem era filiado no partido (de reduzida expressão), que agora ganhou as eleições e só oficializou a sua candidatura há 3 meses. 
Um candidato supostamente anti-sistema, mas que é político profissional há 28 anos em 9 partidos diferentes, que agregou toda a onda de medo, raiva e descontentamento da sociedade brasileira, temperado com o nacionalismo militar, o liberalismo económico do partido moleta e o ultraconservadorismo da religião evangélica.
Não vou aqui adjetivar o candidato nem citar as suas polémicas afirmações, pois creio que o leitor está minimamente elucidado acerca disso. Apenas indicar 5 tópicos que me parecem que foram fundamentais para o resultado destas eleições: Medo/insegurança; corrupção; atentado sofrido; ódio/div…

Deambulações do dia-a-dia (sociais e políticas)

1 - Sais de manhã, trabalhas, vais almoçar ao bar num ápice.
Uma senhora de idade, sentada ao teu lado, olha para a televisão e começa a falar contigo sobre o que se passa lá. Atiras uma frase. Ela insiste. Estás com pressa mas falas com ela sobre o assunto da televisão. A seguir, ela conta-te as suas aflições. Tu tens pressa, mas não queres ser indelicado. Cedes a ouvi-la: os problemas de saúde, os filhos, o dinheiro, um vizinho que põe a música altíssima.  Lembras-te de Eça procurando apaziguar o espanto: "O que não contas ao teu amigo conta-o a um estranho, na estalagem". 
2 – Passados 7 anos e 3 meses, as três principais agências de rating colocam a dívida portuguesa no grau de investimento de qualidade.  Fica para a história que foi no governo liderado por António Costa que as agências de rating retiraram a dívida pública de Portugal do LIXO. Um governo do PS, com o apoio de PCP, BE e Verdes, a apelidada esquerda radical, que ia afugentar investidores e empresas e faze…

Um não assunto

O País foi entretido no passado mês com um não assunto.  Uma estratégia recorrente quando se pretendem criar casos para distrair as atenções daquilo que realmente interessa. Refiro-me à nomeação da nova Procuradora-Geral da República (PGR). Desde o início do ano, alguns sectores da direita lançaram a onda da recondução da PGR, com base no trabalho realizado. Estou certo que o leitor reconhece a PGR, tal o número de casos mediáticos no seu mandato e até tem boa impressão do trabalho realizado. Globalmente também tenho, até porque a opinião pública ficou com a ideia que ninguém está a salvo de ser investigado (ir a julgamento já é outra história). Apesar de positivo e corajoso, considero que o mandato não foi aquilo que alguns apregoam. Não só porque, passado todo este tempo, os casos mais mediáticos nem chegaram a julgamento, não existindo, portanto, nenhuma sentença, como também existem vários casos mal explicados, como são exemplo, os Estaleiros de Viana do Castelo, a Tecnoforma, o…

O fim do Verão

1- Apesar do Verão terminar oficialmente no dia 23 de Setembro, já é visível que o mesmo findou na ilha do Faial. A juventude que faz renascer a nossa ilha no verão já partiu, com a sentida despedida de pais e filhos, que se repete, ano após ano, para aqueles que pretendem seguir estudos. Os familiares e amigos que nos visitam nesta altura já voltaram às suas vidas, quer seja no Continente, num qualquer país da Europa ou na América do Norte, onde procuraram as suas ambições ou melhores condições.
Os turistas já aparentam ser em menor número, a noite volta a ser modesta, centrada em espaços fechados e com as caras de sempre. No fim-de-semana, durante a tarde, a cidade volta a ficar quase deserta, na sua sossegada pacatez e bonita melancolia.
Durante a semana as praias ficam despidas de gente, pintadas ainda aqui e ali, pelos mais resistentes, e já é possível ir jantar aos restaurantes mais concorridos sem nenhum tipo de marcação.
A noite já começa a ficar fresca e a tempestade Helene …

Rentrée

1 - Agosto já passou, e com ele o período de férias para a maioria dos portugueses. Na chamada silly season os temas do dia-a-dia foram praticamente os mesmos, exceção feita à novela de um tresloucado ex-presidente de um clube de futebol, que felizmente parece que já não tem o tempo de antena que, de uma maneira absurda, lhe era facultado.
Tivemos os habituais incêndios de verão, mas 2018 é dos anos com menor área ardida em Portugal, com menos danos e sem vítimas mortais a lamentar. Tivemos também o Presidente da Republica a banhos, seguido por câmaras de TV e muitos telemóveis à procura das ”marselfies”, os prognósticos sobre o próximo de Orçamento de Estado, bem como as contratações e saídas dos clubes de futebol. 
2- No Faial a conversa de sempre sobre a Semana do Mar, que ano após ano termina com nota positiva, refrescada este ano pela novidade dos copos reutilizáveis, que inicialmente levantaram algumas dúvidas, mas que terminou com a aceitação e aclamação pela larga maioria dos f…

Um novo ciclo no PSD-Açores?

Em fevereiro do ano passado teci algumas considerações sobre o congresso do PSD-Açores, realizado após mais uma derrota eleitoral do seu líder, Duarte Freitas. Escrevi então que “ Ficou claro em algumas intervenções e na maneira fria com que foi recebido, que Duarte Freitas não convence nem empolga verdadeiramente o partido. (…) A pergunta que fica no ar é: Se Duarte Freitas não consegue convencer categoricamente o partido, vai conseguir convencer o eleitorado Açoriano? Fica-se com a impressão que é o líder possível e não o desejado. O líder para a travesseia do deserto que ninguém quer neste momento fazer. Mas à primeira miragem de um oásis, estou certo que outras figuras irão aparecer, como José Bolieiro ou Alexandre Gaudêncio.” 
Apesar de na altura ter deixado claro que não se demitia do cargo, não era difícil perceber que tal estratégia não teria futuro. Se o acumular de 5 derrotas e a insatisfação da velha guarda do partido não foi suficiente para o persuadir, a chegada de Rui R…