No dia 1 de março de 2016, um jornalista perguntava a Passos Coelho, “Imagine que esta estratégia (do atual Governo) corre bem, que é possível devolver rendimentos às pessoas e ao mesmo tempo cumprir os limites orçamentais. Se isso acontecesse tira ilações?”. Resposta de Passos Coelho “ Ah com certeza, passaria a defender o voto no PS, no BE e no PCP. Se pudéssemos todos devolver salários e pensões e no fim as contas batessem todas certas, isso seria fantástico.”
Estamos em Março de 2017 e os dados de 2016 já são conhecidos. Portugal teve um crescimento anual de 1,4% em 2016, com uma aceleração da taxa de 1,9% no último trimestre, superior à média Europeia. O desemprego baixou para os 10,2%, com a criação líquida de quase 100 mil postos de trabalho, desde que Passos&MLA deixaram de governar. O défice, esse, não ficou nem nos 2,7%, nem nos 2,5% que eram exigidos, nem nos matematicamente impossíveis 2,3%, mas sim em 2,1%, o menor défice da história da nossa democracia. O investimento começa a dar evidentes sinais de retoma e a confiança dos consumidores atingiu o valor máximo dos últimos 17 anos.
São estes dados que têm provocado as recentes manobras desesperadas de distração da oposição, como a história de querer ver os SMS´s do Ministro das Finanças no caso da CGD e a patética “claustrofobia democrática” no parlamento, bem como outras tricas menores, numa constante agressividade e irritação.
O que a oposição não consegue aceitar é que o atual Ministro das Finanças provou que é possível outro caminho, com menos sacrifícios para os portugueses e mesmo assim ter o défice mais baixo dos últimos 42 anos, com a economia a crescer, desemprego a diminuir, com o regresso do investimento, subida das exportações e melhoria do clima económico.
O que Passos e companhia não conseguem aceitar são os elogios do Presidente Marcelo e da Comissão Europeia aos resultados conseguidos pelo Governo e pelos Portugueses. Elogios até de ilustres militantes do PSD como Santana Lopes, Ferreira Leite e Marques Mendes.
Por mais voltas que se queira dar aos resultados, o que importa referir é que em apenas 1 ano, e depois de todas as desgraças anunciadas, foi possível seguir um outro caminho. Um caminho ainda difícil mas de devolução de salários, aumento de pensões e prestações sociais e redução da sobretaxa para todos os trabalhadores, sem pôr em causa as metas do défice, ficando o mesmo bem abaixo do acordado.
Assumindo que não se vai recorrer às políticas calamitosas do anterior executivo, importa referir que sendo Portugal uma pequena economia aberta, a sua evolução macroeconómica está fortemente dependente de resultados internacionais e estes também contribuíram, como poderão fazer o seu inverso num futuro próximo.
Passos Coelhos não tem culpa dos graves erros dos governos antecessores (PS, PSD e CDS), mas tem do caminho radical que escolheu e das consequências desastrosas que daí advieram.

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