
Os turistas já aparentam ser em menor número, a noite volta a ser modesta, centrada em espaços fechados e com as caras de sempre. No fim-de-semana, durante a tarde, a cidade volta a ficar quase deserta, na sua sossegada pacatez e bonita melancolia.
Durante a semana as praias ficam despidas de gente, pintadas ainda aqui e ali, pelos mais resistentes, e já é possível ir jantar aos restaurantes mais concorridos sem nenhum tipo de marcação.
A noite já começa a ficar fresca e a tempestade Helene veio lembrar-nos que o Outono já está aí. O Sol, esse, recusa-se a deixar-nos, após um verão prolongado, com pouca chuva, para regalo de alguns e aflição de outros, permitindo muitas e bonitas fotos do nascer e pôr-do-sol.
As despedidas foram feitas, as mesas ficam mais vazias, os dias mais pequenos, a azáfama dos convívios reduzida, a saudade aperta e a vida continua.
2- Entretanto já são conhecidos alguns números sobre o turismo deste verão, nomeadamente as dormidas de julho e o número de passageiros desembarcados em agosto.
Nos Açores, no mês de julho, o número de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros obteve um decréscimo homólogo de 2,2%, consubstanciado na descida de estrangeiros, já que os residentes em Portugal aumentaram. Em contrapartida os proveitos totais aumentaram 8%, para 14,5 milhões €. Menos dormidas mas mais dinheiro por turista.
Importa salientar que estes dados não referem os números de dormidas nos alojamentos locais, setor que tem tido um aumento considerável nos Açores.
A ilha do Faial com 0,5%, juntamente com a ilha do Corvo (1,8%), foram as únicas que tiveram uma variação positiva, tendo o Faial obtido um total de 17026 dormidas no referido mês. No entanto, nos primeiros 7 meses o Faial, como a larga maioria das ilhas (excetuando Pico e Corvo), obteve uma variação negativa, de 0,6% na hotelaria tradicional, perfazendo um total de 60483 dormidas. Valor este que demonstra que continua a ser o motor turístico do Triângulo, se verificarmos que Pico e São Jorge juntos perfazem 48650 dormidas (35189 e 13461, respetivamente), isto apesar dos constrangimentos nas acessibilidades aéreas à ilha do Faial e do crescimento vivenciado no Pico nos voos e dormidas.
Quanto aos proveitos totais, no Faial ascendem aos 3,4 milhões de euros nos primeiros 7 meses do ano, um aumento de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado, aumento esse que nos proveitos em aposento aumentou 18,5%. Nada mais, nada menos, que a 2.ª maior variação homóloga dos Açores, em ambos os parâmetros.
No que toca a passageiros desembarcados, no mês de agosto, foram contabilizados 17792 na ilha do Faial, um aumento de 2,3% em relação ao período homólogo. Nos primeiros 8 meses do ano atingiu-se os 83794 passageiros, +3,4% em relação ao ano passado.
O aumento não é tão elevado como o registado na vizinha ilha do Pico, que obteve +12,2% nos primeiros 8 meses do ano, servida que foi (e bem) com mais voos, mas estamos a falar de um valor de passageiros que é pouco mais que a metade do Faial, com 49428.
Também assim se comprova que ambas as ilhas têm capacidade para crescer e que as mesmas são complementares e não concorrentes. Haja sim uma melhor capacidade na prestação do serviço de transportes aéreos, para assim assegurar as devidas e merecidas acessibilidades ao Triângulo.
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