A noite da segunda volta das presidenciais teve pouco de surpresa e muito de confirmação. Como escrevi após a primeira volta, num confronto entre António José Seguro e André Ventura, desde que a abstenção não atingisse níveis históricos, o resultado seria previsível. Os votos podem migrar com alguma facilidade. As taxas de rejeição, essas, raramente falham. Depois de uma primeira volta mais disputada de sempre, a segunda entregou um dos desfechos mais previsíveis de sempre. Um desfecho de simplicidade quase pedagógica, onde Seguro venceu categoricamente. Venceu no país, venceu nos Açores e venceu na ilha do Faial com uma expressão clara. No concelho da Horta alcançou 75,45%, triunfando em todas as freguesias e superando de forma confortável os 66,82% nacionais e os 66,44 % regionais. Para quem aprecia estatísticas com algum simbolismo político, fica ainda a nota: a Horta está entre os dez concelhos do país que menos votaram em Ventura. Convém, porém, evitar leituras preguiçosas. Esta n...
Para arquivar e tornar acessível os meus artigos de opinião na imprensa. Periodicidade: quinzenal (pelo menos tento!)