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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Vacinação

Deambulações Covidianas (em tempo de férias)

Um mar vermelho com muitos números. É isto que aparece quando, na RTP-Açores, vemos o mapa dos Açores com os casos de COVID-19. Passados quase 17 meses do início da pandemia, temos mais de 500 casos ativos e a singularidade de termos todas as ilhas com vários casos, excetuando o Corvo. Milhares de pessoas em isolamento profilático por terem contactado com casos positivos, provocando transtorno familiar, profissional e económico. Duas ilhas, pela primeira vez, com transmissão comunitária, ilhas essas que representam 80% da população dos Açores. Ilhas com a teórica “imunidade de grupo” com utentes graves transferidos para ilhas com Hospital. Os três hospitais da Região com doentes internados e três óbitos em menos de 1 semana. E tudo isto com vacinas e sem estarmos a testar um grupo considerável de pessoas que já tem o chamado “certificado digital”. Não tenho dúvidas em afirmar que os casos reais são consideravelmente maiores, mas a verdade é que já estamos todos saturados deste tema… Fe...

ASTRAZENECA e a irresponsabilidade dos decisores políticos europeus

Aquando da suspensão da vacina AstraZeneca em diversos países europeus, escrevi um texto nas redes sociais que aqui reproduzo. Foram reportados 30 a 50 casos duvidosos de eventos tromboembólicos em 17 milhões de inoculações com a vacina AstraZeneca e faz-se uma "pausa" na vacina em plena Pandemia! Foi confrangedor ver alguns países de manhã a referir claramente que não existe evidência que a causa seja da vacina ou que os benefícios são imensamente superiores aos riscos, e à tarde, de forma leviana, suspenderem a vacina. Uma decisão puramente política (e provavelmente económica) e com zero de evidência científica. Os raros e graves sintomas adversos registados são comuns na população em geral e inclusive maior do que na população vacinada. É esperado que 1 em 1000 pessoas por ano sofra um evento tromboembólico. Obviamente que é necessário apurar o sucedido e continuar a avaliar, como em qualquer medicamento, mas o problema está neste aparato, nos motivos e nas suas consequênc...

Vacinação e Desinformação

Hoje em dia existem pais com mais receio do glúten na alimentação do que do vírus da varíola ou sarampo, o que por si só já explica a eficácia da vacinação. Algo que chocará qualquer pessoa idosa, ainda com memória dessas doenças.  Seria de esperar que aceitassem o conhecimento e evidência científica atual e as instruções da OMS, que defendem a necessidade e eficácia dos programas de vacinação, mas não. Em várias entrevistas de pais anti-vacinas é referido que “pesquisaram muito tempo” para chegar a essa conclusão, apresentando um rol de argumentos retirado do seu curso intensivo nos diversos sites e vídeos sobre este tema, partilhados até à exaustão.  E em que é que se baseiam esses pais? Maioritariamente em duas coisas: 1 - Uma falsa sensação de segurança, associado a um egoísmo social; 2 - Excesso de informação, muita dela alicerçada em meias verdades, desinformação e teorias de conspiração.  O facto de decidirem que não existe necessidade de vacinação, ...