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A mostrar mensagens com a etiqueta Agendas Mobilizadoras

O Governo é como o Windows, reinicia-se mas o problema persiste

Escrever ou ler sobre as Agendas Mobilizadoras já irrita qualquer um, mas quando pensamos que este tema é chão que já deu uvas, somos sempre brindados com novos e tristes desenvolvimentos. Já não bastava o rol de declarações na comissão de inquérito, que demonstraram todo um processo seleto e   opaco, onde a maioria não sabia o mínimo do que se estava a passar, para agora termos a confirmação que não estamos “só” perante um gravíssimo atraso. Recentemente o Presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, foi perentório ao afirmar que “não está prevista” a reabertura de candidaturas e que o processo está a avançar, contrariando as palavras do Presidente do Governo, que no ano passado, depois de uma chuva de críticas, referia que as mesmas iam começar do zero, e que não se perdia 1 cêntimo! O ex-ministro do Planeamento veio também afirmar não ter dado qualquer garantia ao Governo que a Região beneficiaria de 117 milhões de euros ao abrigo das Agendas Mobilizadoras, como f...

Baralha e volta a dar

  A esperada remodelação do Governo viu a luz do dia. Dia 6 de Abril o líder regional do Chega ameaçava que o Governo acabou! Uma semana e meia depois o Governo é remodelado no ponto alto de uma crise sísmico-vulcânica e quando já se fazem sentir os fortes impactos na economia decorrentes da guerra. Apesar de apenas 17 meses de governação, a verdade é que a mudança tardava e já se justificava, tal o tamanho das trapalhadas que têm vindo a público, bem como a inação e falta de perfil de alguns membros do Governo. Não foi espanto para ninguém a saída dos 4 membros em causa. De todos já tinha aqui dado exemplos de falhas graves, se bem que a capitulação do Secretário da Finanças tem um peso político esclarecedor do tamanho da confusão existente. E serve como confirmação de todas as trapalhadas e atropelos que vieram a público nos processos das agendas mobilizadores, orçamentos da Região, bem como do inconcebível atraso de medidas de apoio à economia. Foi constrangedor ver as repor...

Para além da Guerra

Se para este ano as perspetivas já eram desafiadoras, as consequências da guerra na Ucrânia tornam tudo extremamente difícil. Antes já se vivenciava uma subida abrupta da inflação, que pressionava os custos de famílias, empresas e Estados. A pandemia mantém o seu impacto direto e indireto na economia. A seca que alastra no País, com efeitos negativos esperados a curto prazo. E agora temos a guerra entre 2 dos maiores produtores mundiais de cereais e a subida dos combustíveis e do preço da energia, que geraram um acréscimo descontrolado do custo de todas as matérias-primas, principalmente das essenciais para a produção alimentar e que já obriga a racionamentos em Portugal. As sanções económicas que, de um lado e do outro, não param de escalar, e que todos acabaremos por sentir.  São tudo exemplos preocupantes e que vão obrigar aos decisores políticos, uma liderança forte e eficaz, com rápida capacidade de decisão e de implementação de medidas mitigadoras. Tudo aquilo que, infelizmen...