Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta economia

O copo meio cheio

É sabido que notícias positivas não são apelativas para o leitor, mais ainda se estivermos a falar de dados económicos. Todos sabemos que muito ainda há a fazer no nosso país, mas seria interessante que houvesse um equilíbrio e pedagogia na divulgação de informação e que, o caso particular fosse apresentado como isso mesmo, e não como uma generalização abusiva de negativismo.  No esforço inglório de tentar balançar a visão simplista dominante, daqueles que, por diversas razões, consideram mais prático ver o copo meio vazio em vez de salientar a subida para o meio cheio, destaco alguns dos títulos económicos do nosso país nas 2 últimas semanas. Cinco resumos de notícias de jornais da especialidade e que aparentemente passaram despercebidos para a maioria, ofuscadas que estão nos mediatismos do extraordinário, na onda cavalgante do populismo e na espuma da demagogia. 1 – O reembolso do IRS que chega às contas dos portugueses é, em média, 30% superior ao do ano passado...

Boas notícias (ou a realidade alternativa?)

As boas notícias não são apelativas para a comunicação social. Não chamam a atenção do leitor e não vendem. Também não o são para a oposição a quem governa.  Não refutando a evidência dos bons resultados, a estratégia da oposição centrava-se na ideia que os mesmos se deviam a cativações para esconder cortes, apelidando de “austeridade encapotada”. Teoria essa desmascarada pela própria presidente do Conselho de Finanças Públicas, que em abril anunciou que “as cativações do ano passado foram as mais baixas desde 2013”.  O País está melhor e o caminho que antes era apresentado como “sem alternativa” foi desmentido pela realidade. Sabemos hoje que era mesmo possível devolver rendimentos, não cortar pensões, aliviar os impostos para a classe média e repor os apoios sociais. Mas o mais importante é que sabemos que foi esse caminho que permitiu um maior desenvolvimento económico.  Não só as cativações são mais baixas, como na saúde, o atual Governo, com o apoio da...

Quem os aplaude?

No dia 1 de março de 2016, um jornalista perguntava a Passos Coelho, “Imagine que esta estratégia (do atual Governo) corre bem, que é possível devolver rendimentos às pessoas e ao mesmo tempo cumprir os limites orçamentais. Se isso acontecesse tira ilações?”. Resposta de Passos Coelho “ Ah com certeza, passaria a defender o voto no PS, no BE e no PCP. Se pudéssemos todos devolver salários e pensões e no fim as contas batessem todas certas, isso seria fantástico.” Em setembro de 2016, a ex-Ministra das Finanças, Maria Luísa Albuquerque (MLA) é questionada sobre a possibilidade de se cumprir a meta do défice este ano (2,5%). Responde, “Não acho de todo possível, aritmeticamente não é possível.” O jornalista insiste então se MLA acredita num défice de 2,7 ou mesmo de 3%, obtendo a mesma resposta. O jornalista questiona, “Se acontecer, vai reconhecer que se enganou?”. “Acho impossível que isso aconteça”, responde. Estamos em Março de 2017 e os dados de 2016 já são conhecidos. Port...