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O dia seguinte

As eleições nos Açores foram ganhas pela coligação PSD/CDS/PPM. Uma vitória não por maioria absoluta, como pediu o seu líder, mas por maioria relativa. Ao contrário das últimas eleições, uma vitória que permite ao partido mais votado governar, ou não tivesse a direita a maioria. Há, contudo, dados interessantes a tirar destas eleições, se as compararmos com as anteriores. A destacar a redução da abstenção. Votaram +11653 eleitores e foram estes eleitores “adormecidos” que sobretudo favoreceram o Chega com +5366 votos que nas últimas eleições, seguido pela Coligação com +5297 votos. O PS que tinha sido anteriormente o mais votado, curiosamente também aumentou o número de votos, com mais 837 votos. Fácil é de concluir que a redução da abstenção, que em muitos casos é um eleitor descontente ou que estava desinteressado, favoreceu o Chega e a Coligação. O Chega é o partido com maior subida de votos e o único que aumenta o número de deputados, passando de 2 para 5. Os partidos da coligação ...

Um novo ciclo

As eleições legislativas trouxeram um novo ciclo político ao nosso País.  Se o alinhamento final foi para mim o expectável, creio que a maioria absoluta deixou todos surpreendidos.   Já tínhamos percebido que CDU e BE seriam fortemente penalizados por um chumbo do orçamento que foi criticado por cerca de 2/3 da população e cuja culpa lhes era atribuída. Esperada era também a subida do Chega e da IL, muita à custa da erosão do CDS e de uma oposição suave de Rui Rio, constantemente preocupado com lutas internas e a piscar o olho ao eleitorado do centro-esquerda. Apesar do desgaste de 6 anos, as melhorias económicas e sociais dos últimos anos, e a resposta à pandemia, eram sinais fortes que o PS seria o partido mais votado. Restava saber se seria suficiente os votos à esquerda para formar governo, ou se, pelo contrário, a queda de CDU e BE, associada ao forte crescimento da extrema direita, acabariam por colocar o 2º partido mais votado no poder.   E julgo que foi essa...

Antes viver sujeitos, que ser livre sem pelouro!

O ano de 2021 terminou. Vários foram os acontecimentos relevantes, dos quais destaco: o protelar da Pandemia; eleições antecipadas pelo chumbo do Orçamento; a mudança camarária no Faial; e o primeiro ano do governo de coligação de 3 partidos (PSD, CDS e PPM), dependente de acordos parlamentares com IL, Chega e um deputado independente. A mudança na Câmara da Horta foi o facto político para os Faialenses. Passados 32 anos de poder autárquico socialista, Carlos Ferreira, com a coligação dos 3 partidos que formam o atual Governo, assume a Presidência da Câmara, com uma vitória nos 3 órgãos autárquicos. Com apenas 3 meses de trabalho, não é possível fazer a análise ao mesmo. Mas com mais ou menos verbas por rubrica, com mais ou menos luzes de natal, até agora tudo se mantém aparentemente igual, incluindo até tiques que antes eram motivo de contestação. Curioso é ver os que se indignavam no passado, legitimarem agora idênticas medidas. Quem não parece indignado é o PS-Faial, que aceita a d...