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Mensagens

A mostrar mensagens de novembro, 2025

A Tempestade Anunciada que o Governo Insiste em Ignorar

  A sucessão de sinais de alarme na economia açoriana tornou-se demasiado evidente para continuar a ser ignorada. Já antes tinha aqui assinalado o aumento abrupto da dívida regional, que praticamente duplicou desde que a atual coligação assumiu funções. No entanto, esse cenário, que deveria preocupar qualquer responsável político ou cidadão informado, parece ser tratado com uma indiferença desconcertante. A política financeira seguida tem sido um desfile de medidas de curto prazo, feitas à pressa e com o objetivo de garantir simpatias eleitorais, sacrificando a sustentabilidade económica e hipotecando o futuro das próximas gerações. A dependência crescente da Região face ao exterior é hoje inegável. Nunca os Açores dependeram tanto dos fundos da República, nem se viu o Governo Regional tão de mão estendida, numa postura que mina a autonomia conquistada e reduz a nossa capacidade negocial a praticamente zero. Não é a oposição que o diz, são os próprios documentos oficiais: em 2026...

Quando o país adoece

  1 - Não é apenas por tragédias individuais que uma ministra da Saúde deve sair. É por ter conduzido o SNS a um estado ainda mais difícil do que aquele que encontrou. Desde que Ana Paula Martins assumiu o cargo, o que já estava mal tornou-se pior e, em muitos casos, insustentável. As promessas de reorganização transformaram-se em cortes cegos, a prioridade passou a ser a folha de cálculo e não os doentes. O resultado está à vista: serviços que encerram, urgências em rutura, profissionais exaustos e uma população que começa a perder a confiança no sistema público. Quando se decide cortar na despesa sem qualquer estratégia de eficiência, o que se está a fazer é escolher quem vai sofrer. E, como sempre, são os cidadãos, nomeadamente os que não têm seguro de saúde, os primeiros a pagar. Não há sinais de investimento real na capacidade do SNS, apenas uma transferência de responsabilidades para o sector privado, que cresce à custa do desmantelamento do público. A política de austerid...

A dívida recorde que não indigna ninguém

Imaginem, por um instante, que o Primeiro-Ministro Luís Montenegro tivesse aumentado a dívida pública nacional em mais de 40%. Conseguem imaginar o que se seguiria? Aberturas de telejornais em tom dramático, debates televisivos infindáveis, colunas de opinião inflamadas e uma oposição em pé de guerra. Seria um escândalo nacional. Mas, curiosamente, quando o mesmo acontece nos Açores, tudo passa despercebido. Segundo dados oficiais, a dívida pública regional cresceu 42% nos últimos cinco anos de governação da Coligação PSD/CDS/PPM. Atingimos um máximo histórico de 3400 milhões de euros de dívida em 2024 para uma região com apenas 236 mil habitantes. Os dados mais recentes do Banco de Portugal (2º trimestre 2025) indicam que a dívida já ultrapassava os 3700 milhões de euros. Estamos a falar de um valor que é quase o dobro do que tínhamos em 2019! E, no entanto, onde estão as manchetes, os debates e a indignação pública? A comunicação social regional, salvo honrosas exceções, parece res...