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A mostrar mensagens com a etiqueta PS-Açores

O dia seguinte

As eleições nos Açores foram ganhas pela coligação PSD/CDS/PPM. Uma vitória não por maioria absoluta, como pediu o seu líder, mas por maioria relativa. Ao contrário das últimas eleições, uma vitória que permite ao partido mais votado governar, ou não tivesse a direita a maioria. Há, contudo, dados interessantes a tirar destas eleições, se as compararmos com as anteriores. A destacar a redução da abstenção. Votaram +11653 eleitores e foram estes eleitores “adormecidos” que sobretudo favoreceram o Chega com +5366 votos que nas últimas eleições, seguido pela Coligação com +5297 votos. O PS que tinha sido anteriormente o mais votado, curiosamente também aumentou o número de votos, com mais 837 votos. Fácil é de concluir que a redução da abstenção, que em muitos casos é um eleitor descontente ou que estava desinteressado, favoreceu o Chega e a Coligação. O Chega é o partido com maior subida de votos e o único que aumenta o número de deputados, passando de 2 para 5. Os partidos da coligação ...

Autárquicas de corpo e alma

Falta 1 mês para as eleições autárquicas. Já são conhecidas as equipas das forças políticas que vão a votos no Faial. Equipas essas que nos lugares elegíveis são constituídas por pessoas competentes e conhecidas da maioria, com especial ênfase para as duas que são candidatas à vitória. As propostas vão aparecendo, a maioria quase idênticas e sem nada de muito surpreendente. Prevêem-se umas eleições fortemente disputadas entre a atual governação autárquica e a coligação de direita de PSD/CDS/PPM. Para o desfecho final muito vai contribuir a prestação dos restantes partidos de oposição, com especial destaque para a CDU e a estreia do grupo de cidadãos SOMOS FAIAL, nomeadamente a sua capacidade de angariar votos e o seu impacto no eleitorado dos principais candidatos. Centremo-nos naqueles que podem ser os vencedores, José Leonado com o PS ou Carlos Ferreira com a Coligação de Direita. O candidato José Leonardo tem o “peso” e o desgaste dos anos de governação, mas tem obra feita (mesmo co...

Legislativas 2020 – Um mar de incertezas e possibilidades

  O resultado final da vitória do PS nos Açores e do PSD no Faial foi o previsto.   Como anteriormente escrevi, faltava perceber se a vitória do PS seria ou não por maioria e o papel de novos e “pequenos” partidos em todo o xadrez político. Já o que não esperava era o mar de incertezas e possibilidades com a perda da maioria absoluta. Quer a sondagem, quer a projeção acertaram no intervalo calculado para todos os partidos…menos no PS, o partido mais votado. O mais votado, mas também o mais prejudicado pela redução de votos e perda de deputados (perde 3 em São Miguel, 1 na Terceira e 1 na compensação). Daqui se constata que a votação em São Miguel foi determinante para o desfecho final. No Faial, o resultado esperado da vitória do PSD, mas com significado prático idêntico: 2 deputados para o PSD e 2 para o PS. Já a análise aos votos permite tirar outras conclusões. Desde logo a redução da abstenção com mais 500 eleitores a votar que em 2016. Comparando com as anteriores...

Temas e desafios para 2020

O início de um novo ano é um momento importante para fazer reflexões sobre como foi o anterior e ponderar sobre o ano que está a começar. Pretendo explanar alguns dos principais temas para os Açores em 2020, dos quais, três são incontornáveis em qualquer análise. Refiro-me às eleições legislativas regionais; à mobilidade aérea centrada na SATA e na sua situação financeira, bem como a atuação do novo CA na restruturação da empresa; e a aprovação na República da legislação para a gestão do mar dos Açores, com a possibilidade de transferência de competências para a Região.  Vou centrar-me nas eleições regionais, deixando o restante para próximos artigos.  De quem governa, como é normal, espera-se que canalize esforços para apresentação dos dados positivos da sua governação, a finalização de obras e aprovação de medidas ao encontro do eleitorado, tentando que temas com maior desgaste possam ter novos desenvolvimentos ou que arrefeçam, como é o exemplo da mobilidade dos a...

Tenham tino!

Um deputado tem como função representar os interesses dos seus eleitores. Procura respostas legislativas para os problemas, para além de ter um papel de fiscalização da ação do governo. É isso que esperamos dos nossos deputados na Assembleia Legislativa Regional. Infelizmente, a semana passada foi fértil em incidentes que pouco dignificam os nossos representantes.  O caso em questão está associado à não renomeação da ex-Presidente do Conselho de Administração (CA) da Unidade de Saúde de Ilha (USI) do Pico, em abril deste ano. Não satisfeita com a decisão, esta veio a público afirmar que a mesma se devia a questões políticas, reportando-se a supostas ingerências dos deputados do PS-Pico.  Mais tarde veio-se a saber pelos media que o motivo para a sua exoneração se deveu à decisão da própria de proceder, por sua iniciativa, ao aumento do seu salário. E na última sessão plenária tivemos dados mais concretos, com o Secretário da Saúde a afirmar que “ A anterior p...