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Eleições em modo férias

Estamos a 2 meses das eleições e no auge das férias do Verão… Os candidatos já foram apresentados, as listas tornadas públicas, as prioridades enunciadas e as sondagens, todas elas, apontam para a vitória clara do PS.  Apesar de ser possível a maioria absoluta, esta dificilmente acontecerá e, creio mesmo que, de futuro, será difícil que aconteça no nosso sistema político.  No que toca a sondagens, é curioso verificar que os eleitores à esquerda e à direita preferem uma coligação do PS, à repetição do acordo parlamentar que deu origem à Geringonça. Sendo que o parceiro preferido para coligação é o BE, a 3.ª força em todas as sondagens. Um outro dado interessante é que mais de metade dos inquiridos (51%) aprova o desempenho do Governo, contra 38% que desaprovam. Interessante porque mesmo preferindo o partido do poder ou o seu candidato, por regra, o desempenho do governo é penalizado em sondagens. Já a oposição continua a merecer fortes críticas, com 56% dos eleit...

Boas notícias (ou a realidade alternativa?)

As boas notícias não são apelativas para a comunicação social. Não chamam a atenção do leitor e não vendem. Também não o são para a oposição a quem governa.  Não refutando a evidência dos bons resultados, a estratégia da oposição centrava-se na ideia que os mesmos se deviam a cativações para esconder cortes, apelidando de “austeridade encapotada”. Teoria essa desmascarada pela própria presidente do Conselho de Finanças Públicas, que em abril anunciou que “as cativações do ano passado foram as mais baixas desde 2013”.  O País está melhor e o caminho que antes era apresentado como “sem alternativa” foi desmentido pela realidade. Sabemos hoje que era mesmo possível devolver rendimentos, não cortar pensões, aliviar os impostos para a classe média e repor os apoios sociais. Mas o mais importante é que sabemos que foi esse caminho que permitiu um maior desenvolvimento económico.  Não só as cativações são mais baixas, como na saúde, o atual Governo, com o apoio da...

Ano Velho, Ano Novo

Depois das 23:59:59 do dia 31 de Dezembro terminou um segundo, um minuto, uma hora, uma semana, um mês, um ano. O tempo esse continua sempre, nunca termina. O que não falta por esta altura são os "balanços" do ano que passou e os prognósticos para o que se inicia. Tenho presente uma série de eventos que se destacaram a nível internacional, nacional, regional e local. Seria fastidioso e impraticável listá-los neste pequeno espaço, mas permitam-me os seguintes destaques. 1. A nível internacional o Brexit e a eleição de Trump, com implicações evidentes ainda por quantificar e que se farão sentir no decorrer de 2017. Para além disso os atentados na Europa e o drama dos refugiados devido aos conflitos no Médio Oriente, que infelizmente devem perdurar neste novo ano. A tudo isto há que acrescentar para 2017 a assustadora possibilidade de resultados importantes para a extrema-direita em França e na Alemanha e os problemas na banca europeia. 2. A nível nacional foi um ...

1 ano de Geringonça

Escrevo este artigo passado 1 ano da tomada de posse do Governo PS de António Costa, com o apoio parlamentar do BE, PCP e PEV, ou como o apelidou Paulo Portas, a “Geringonça”. Assim, considero pertinente um ponto de situação.  Fui daqueles que via com desconfiança um governo do PS dependente do apoio do BE e CDU, reconhecendo no entanto toda a legitimidade democrática e constitucional para tal. Dadas as hipóteses que se colocavam, era da opinião que um governo “das esquerdas” iria acarretar mais riscos. Aliás, este novo governo serviu para nos elucidar em vários aspetos. Fez-nos ver que somos uma democracia muito novinha, sendo a primeira vez que temos um primeiro-ministro que não provém do partido mais votado, uma ministra negra e um membro do governo com deficiência (cega). Serviu também para esclarecer quem são aqueles que não sabem ou fingem não saber o conceito de democracia representativa parlamentar. Não sei como António Costa vai terminar o mandato, mas julgo que é...