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Saúde e emprego com melhores salários

Ter saúde, um emprego e/ou melhor salário, são provavelmente as coisas mais desejadas pela maioria dos portugueses. São por isso dos temas mais falados por políticos e comunicação social.  Torna-se assim importante que, quem tem responsabilidades perante os cidadãos, para além da importância de apontar o que está mal, também saiba contextualizar e de preferência apresentar sugestões.  Veja-se por exemplo o tempo de espera para cirurgia nos Açores. É um facto indesmentível que muitas vezes se espera mais do que seria espectável e desejável. Algo que deve ser referido e melhorado, mas para além disso, importa perceber o que está subjacente e se estamos a progredir ou não, no sentido de melhorar a situação de prestar mais e melhores cuidados à crescente procura da população.  Senão vejamos:  Mesmo com as dificuldades da nossa realidade arquipelágica, a Região fechou 2019 com 5250 profissionais no Serviço Regional de Saúde (SRS), o que corresponde a mais...

Fado positivo e debates políticos

1 - O passado mês de agosto foi fértil em boas notícias para Portugal. A economia portuguesa não abranda e mantém um crescimento de 1,8% no 2º trimestre, demonstrando assim que conseguiu resistir à degradação da conjuntura internacional, estando em contraciclo com a Zona Euro.   Se o futuro da economia mundial demonstra indícios de preocupação, os dados apontam que o nosso País está mais bem preparado para uma eventual turbulência. Apesar do impacto esperado, longe parece o tempo em que uma simples constipação na Europa era sinal de internamento nos cuidados intensivos em Portugal.  A dívida pública atingiu mínimos de 2012, com uma queda para os 122,2% do PIB na ótica de Maastricht. E estes valores de endividamento já são contabilizados com a mudança metodológica a nível europeu, que levou a um aumento de 2,1 pontos percentuais na dívida pública portuguesa. Se o facto é de registar, o valor ainda assusta, reforçando a necessidade de políticas ponderadas e controlo...

Abstenção e desconhecimento da realidade dos Açores

Não me vou debruçar nestas linhas sobre o resultado (já esperado) das últimas eleições Regionais. Já tudo foi dito sobre a vitória clara do PS por maioria absoluta, da sondagem e da abstenção. Já foi também explanado, a nível local, a mudança de cor política na ilha do Faial, que não se consubstancia na subida do PSD, que na prática manteve o mesmo número de votos de 2012, eleição que então perdeu no Faial, mas sim pela perda de 919 votos do PS, nomeadamente para a abstenção (+332), BE (+265) e CDS (+227). Na realidade o foco da questão é outro, a abstenção registada, mas no ponto de vista das justificações difundidas na comunicação social do Continente, que tanta indignação causaram em muitos Açorianos, que não se coibiram de efusivamente o demonstrar nas redes sociais.  Vou-me cingir aos 2 casos mais mediáticos. O excerto da intervenção na SIC-Notícias, do conhecido comentador de assuntos políticos, Luís Delgado, sobre os valores recorde de abstenção nos Açores e a crónica...